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Safra recorde de cana empurra usinas do interior paulista ao limite máximo de produção

Redação Recifes
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Safra recorde de cana empurra usinas do interior paulista ao limite máximo de produção

O interior paulista vive uma das safras de cana-de-açúcar mais intensas dos últimos anos. Na região de São José do Rio Preto, propriedades rurais e unidades de processamento abandonaram qualquer ritmo convencional de trabalho: a operação é agora ininterrupta, organizada em três turnos que cobrem as 24 horas do dia. A razão é simples — o campo produziu mais do que os próprios gestores esperavam.

A combinação de volume elevado de precipitações com uma distribuição regular ao longo do ciclo vegetativo criou condições quase ideais para o desenvolvimento da cultura. O resultado aparece nos canaviais: plantas mais altas, maior densidade por hectare e um teor de sacarose que anima as equipes técnicas. Para as usinas, isso significa esteiras, moendas e caldeiras funcionando sem descanso para aproveitar a janela da colheita antes que as condições climáticas mudem.

Em Tabapuã, município a pouco mais de 60 quilômetros de Rio Preto, uma unidade com mais de sete décadas de atividade registrou marcos históricos nesta temporada. A tradição do setor na cidade se soma agora a números que prometem entrar para o registro da empresa — reflexo direto tanto do investimento em tecnologia de colheita mecanizada quanto de uma temporada climática generosa.

Para os trabalhadores envolvidos, a rotatividade de turnos exige adaptação física e logística. Motoristas de colheitadeiras, operadores de pátio e técnicos de laboratório revezam-se para manter o fluxo produtivo sem interrupção. Especialistas do setor sucroenergético apontam que safras com esse perfil de intensidade testam não apenas a capacidade instalada das unidades, mas também a gestão de pessoas e manutenção preventiva de equipamentos.

O desempenho desta safra reforça o protagonismo do eixo noroeste paulista no cenário sucroenergético nacional. Com a colheita em curso e os números apontando para cima, o setor acompanha de perto os próximos boletins climáticos — qualquer variação brusca pode alterar o ritmo que, por ora, só tende a crescer.

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